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Casa nua
Da tua presença
Porque, roupas tua
Vestiam a solidão.
Na vida crua
Acontecem partidas
Inesperadas, e assim
Nossas almas se atrasam.
Desço as escadas
Do tempo
Embalada ao vento
Espero a lua cheia.
O sol era ardente
O silêncio ensurdecedor
À tarde anunciou-se
O céu ameaçou chover...
Vivo a aridez do deserto
De um tempo seco
Há muito me perco
Entre flor e espinho
Um marinheiro sério
Melhor que sozinho
Fazia calor, era manhã
Meu corpo pedia água
Retornei para minha cama.
Contemplando o entardecer
Vi pássaros em revoadas
Uma rosa murcha a fenecer.
No jardim da esperança
Flores brancas exuberantes
É onde meu coração descansa.
No céu do teu olhar
Busco a magia
Na sua cor âmbar
Oh meu Deus
Não permita
Que eu ignore
A dor do mundo
Oh meu Deus não permita
Àqueles que não cruzam
Comigo em vida
Não cruzem no meu ocaso.
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